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20/08/2017

História

História

O marco da fundação da cidade de Itu foi à construção, em 1610, de uma capela devotada a Nossa Senhora da Candelária, no lugar em que hoje fica a Igreja do Bom Jesus. Esta capela foi construída por Domingos Fernandes e seu genro, Cristóvão Diniz. Eles receberam por sesmaria em 1604, a posse das terras dos campos do Pirapitingui. Em 02 de Fevereiro adotou-se o dia com data de aniversário de Itu, por coincidir com o dia de Nossa Senhora da Candelária.

O povoado se formou em torno desta capela. No ano de 1653 foi elevada a Freguesia de Santana do Parnaíba. Em 1.657, passou à condição de Vila com direito a possuir uma Câmara Municipal, iniciando-se assim a construção de um novo templo. Durante quase 100 anos (de 1657 a 1750) a Vila de Itu não passou de um pequeno núcleo, com menos de 100 casas, concentradas no pátio da antiga Matriz e numa única rua que ia do pátio até a capelinha do primeiro povoado. Uma boa parte das casas, as do pátio, sobretudo, pertencia a fazendeiros. Quando aumentou a escravatura e a produção das fazendas, seus donos ajudaram a erguer dois conventos na Vila, o de São Francisco (1692) e o do Carmo (1719).

Os comerciantes ergueram, em 1726, uma capela, num lugar ainda descampado, a de Santa Rita, inaugurada em 1.728.

Em 1760, já existiam cerca de 105 casas e mais uma rua, chamada da Palma (atual Rua dos Andradas). Nessa época, Itu se firma como entreposto de comércio na rota entre o sul do país e as regiões mineradoras de Mato Grosso e Goiás. Na Vila, a maioria das casas, eram pequenas e habitadas por gente que pouco ou nada possuía.

Alguns anos depois, em 1776, com o crescimento das lavouras da cana de açúcar e do algodão a Vila cresceu contando com 180 casas, tendo ainda as mesmas ruas de antes. Quem deu vida à localidade foram os artesãos (sapateiros, ferreiros, carpinteiros, tecelões, costureiras e fiandeiras), os quais ocupavam 119 casas. Os comerciantes interessados na venda de tecido, colchas e cobertores para outras regiões, promoveram o cultivo de algodão, e a produção caseira de tecidos.

A partir de 1777, a Vila de Itu cresceu em função dos negócios de exportação de açúcar para a Europa. O número de engenhos de cana e de escravos, vindos da África se multiplicaram.

De 1785 a 1792, foram abertas as ruas que descem paralelas, pelas encostas do espigão, e seus prolongamentos pelo lado da Igreja do Patrocínio inaugurada em 1.819.

Em 1.811, foi criada a Comarca de Itu.

Pela Lei Provincial de 05 de fevereiro de 1.842, a Vila de Itu foi elevada à cidade. Nessa ocasião, possuía umas 800 casas.

A partir de 1.850 e durante anos, Itu foi considerada a cidade mais rica da Província de São Paulo, com importante participação na vida política e econômica.

Em 1860, ocorreu uma grande crise no mercado internacional do açúcar. O plantio da cana entrou em decadência, causando, com o tempo, um conflito entre os políticos e os fazendeiros ituanos contra o Governo Imperial. Cresceu em Itu o Movimento Republicano que resultou, em 1873, na realização da Primeira Convenção Republicana do país. Início da propaganda republicana, com a criação do Partido Republicano Paulista. Por isso mesmo, Itu é chamada de “Berço da República”.

O açúcar veio sendo gradativamente substituído pelo café. Com o aumento da produção cafeeira, os fazendeiros buscaram, na Europa, a vinda de imigrantes para substituir a mão de obra escrava. O tráfico havia sido proibido em 1850 e, a escravatura, abolida em 1888. Com a ajuda do governo republicano, proclamado em 1889 vieram para Itu milhares de imigrantes a maioria italianos. A cidade possuía, nesta época, cerca de 1800 casas. O café foi à base da economia do município até 1935, ano da maior produção, decaindo depois, pela concorrência de outras áreas de plantio e pelo esgotamento de suas terras.

De 1935 a 1950, Itu quase não cresceu além da área já ocupada. A partir de 1950 novas indústrias vem se instalando na cidade, principalmente as de cerâmicas. Ocorreu grande migração rural em busca de trabalhos nas fábricas. A cidade começou novamente a crescer com a abertura de diversos loteamentos na periferia. Itu já não tinha a mesma importância de antigamente, sendo influenciada pela Capital do Estado, já então uma metrópole. O velho centro é a maior e mais importante herança cultural dos tempos da colônia, passou a ser transformado em centro histórico e área comercial.

Após 1970, com a construção da rodovia Castelo Branco, novas indústrias instalaram-se em Itu, principalmente às margens de suas estradas de acesso.

COMO CHEGAR

A Rodovia Castelo Branco (SP – 280) é uma das vias de acesso para quem vem da capital. Com a ampliação de suas pistas na região de Alphaville, a rodovia tornou-se a melhor opção para quem vem de São Paulo. Além de o percurso ser menor, a sinalização encontra-se em boas condições. É registrado apenas um pedágio nos dois sentidos da rodovia.

A Rodovia dos Bandeirantes (SP – 348), além de ser opção para quem vem da capital, torna-se uma alternativa para quem vem de algumas cidades do interior. A rodovia apresenta excelentes condições de tráfego, com boa sinalização e pista bem conservada. Seguir até Jundiaí e entrar na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto.

A Rodovia do Açúcar (SP – 308) é a melhor opção para quem vem de cidades do norte do estado, como Piracicaba e Rio Claro, possui pista simples.